A vida de George Eliot

por

Carina Fleckner Pereira

 

 

 

 

George Eliot

 

 

 

 

 

Mary Ann Evans, conhecida pelo pseudônimo de George Eliot (1819-1880) foi uma das maiores escritoras vitorianas. A escritora optou por adotar um pseudônimo masculino para ter certeza de que seu trabalho seria levado a sério. Na época, muitas autoras publicavam livremente com os próprios nomes, porém Eliot não queria ser reconhecida apenas como uma mera escritora de romances. Outro fator que contribuiu para tal escolha, foi o desejo de manter sua privacidade e evitar escândalos devido ao seu relacionamento com George Henry Lewes (filósofo e crítico literário inglês).

 

 

 

 

 

 

Biografia

 

Mary Ann Evans (George Eliot) nasceu em Chilvers Coton, Warwickshire. Seu pai, no início, era um carpinteiro, porém mais tarde se tornou um agente imobiliário. Ela foi educada em casa e em diversas escolas e desenvolveu uma forte devoção evangélica. No entanto, mais tarde Eliot entra em contato com teologias mais liberais e rejeita sua fé dogmática.

Quando sua mãe morreu em 1836, ela passou a cuidar da casa e em 1841 se mudou com seu pai para Conventry, onde viveu com ele até que ele morresse em 1849. Depois da morte de seu pai, Eliot viajou pela Europa e finalmente conseguiu um emprego como sub-editora da Westminster Review.

Sob o controle de George Eliot, a Westminster Review foi um sucesso. Ela se tornou o centro de um círculo literário que tinha como um dos membros George Henry Lewes, que foi seu companheiro até a morte dele em 1878. Lewes era casado mas sua esposa era mentalmente desequilibrada e já tinha tido dois filhos com um outro homem. A união não convencional dos dois causava algumas dificuldades, mas Lewes não tinha como obter o divórcio pois sua mulher se recusava. Em1854, Eliot foi para Alemanha com Lewes.

A primeira coleção de contos de George Eliot, Scenes Of Clerical Life, foi publicada em 1858 na Blackwood's Magazine e  foi muito bem recebida, lançando a escritora na carreira romancista. Logo depois, foi lançado seu primeiro romance chamado Adam Bede, uma história de amor trágica em que o modelo para o personagem do título foi seu pai. O livro foi um sucesso. Outros grandes trabalhos de Eliot foram The Mill On The Floss (1860) e Silas Marner (1861). Middlemarch (1871-72) foi seu romance mais importante e foi, provavelmente, inspirada pela época em que viveu em Coventry. Neste livro, Eliot leva o leitor a um labirinto das convenções morais do século XIX na medida em que Dorothea Brooke (personagem do livro) procura se sentir feliz e realizada apesar de suas frustrações sexuais e intelectuais.

Em 1860-61 Eliot passou um tempo na Itália coletando material para seu romance histórico Romola que foi publicado primeiro em séries na Cornhill Magazine e depois, em 1863, em forma de livro. Em 1876 ela publicou Daniel Deronda.

 

Dois anos depois da morte de Lewes, Eliot se casou com um amigo vinte anos mais novo, John Cross, no dia 6 de maio de 1880. Depois da lua de mel em Veneza, eles voltaram para Londres onde George Eliot morreu aos 61 anos de idade e foi enterrada no cemitério Highland em Londres.