os Poetas>> William WORDSWORTH
os Poetas
Wordsworth é o segundo da seção Os Poetas.
William Wordsworth (1770-1850)
biografia
(grupo 5, turma LEI-, 2009-II)
William Wordsworth nasceu em 7 de abril de 1770 em Cockermouth, Inglaterra. O poeta fez parte do movimento romântico inglês. Wordsworth tratou do sentimento interno e contra a razão, características do romantismo.
Wordsworth perdeu sua mãe aos oito anos e seu pai cinco anos mais tarde. Teve em sua irmã, Dorothy Wordsworth, uma grande companheira e amiga, viveram juntos por muitos anos, ela o ajudou em muitos aspectos, inclusive na literatura.
Wordsworth estudou na universidade de Cambridge e durante sua fase de estudante publicou seu soneto na The European Magazine. Em 1795 conheceu Coleridge e com sua colaboração escreveu e publicou Lyrical Ballads. Era conhecido, juntamente com Coleridge, como “Lake Poets” por terem morado no Lake District. Em torno de 1798 começou a escrever um poema autobiográfico, que ficou pronto em 1805 e só foi publicado em 1850 após sua morte com o título The Prelude.
Os trabalhos principais de Wordsworth foram produzidos entre 1797 e 1808. Seus últimos poemas não tiveram a mesma aprovação da crítica. No fim de seus dias, Wordsworth abandonou seus ideais radicais e se tornou patriota e conservador.
Wordsworth morreu em 23 de abril de 1850.
poemas estudados
The World is too much with us
The world is too much with us; late and soon,
Getting and spending, we lay waste our powers;
Little we see in Nature that is ours;
We have given our hearts away, a sordid boon!
This Sea that bares her bosom to the moon,
The winds that will be howling at all hours,
And are up-gathered now like sleeping flowers,
For this, for everything, we are out of tune;
It moves us not.--Great God! I'd rather be
A Pagan suckled in a creed outworn;
So might I, standing on this pleasant lea,
Have glimpses that would make me less forlorn;
Have sight of Proteus rising from the sea;
Or hear old Triton blow his wreathed horn.
estudo do poema
(grupo 2, turma LEJ, 2009-I)
William Wordsworth é reconhecido como um dos poetas que melhor soube expressar artisticamente a relação entre o homem e a natureza. Sua infância no norte da Inglaterra despertou uma paixão pelo natural que eclodiria em uma inovadora forma de pensar a vida e o mundo.
Em “The world is too much with us”, tem-se não um elogio à comunhão do ser humano com a natureza, mas um lamento pelo afastamento dos dois. Com o avanço da Revolução Industrial inglesa no século XIX, Wordsworth observou o surgimento de uma sociedade voltada para valores superficiais, interessada apenas em acumular riquezas para depois gastá-las em bens materiais. No poema, o sujeito poético, consternado, constata esse cenário e afirma que todos nós perdemos nossos corações, como um “sórdido presente” (l.4) dado ao mundo das máquinas e do capital. Por essa razão, a identificação do homem com a natureza se esvai e já não mais se consegue vê-la em nós: “little we see in Nature that is ours” (l.3). A partir daí, o eu-lírico compõe uma vibrante imagem de um mar revolto que bate suas ondas sob um vento uivante que corta os dias (l. 5-7) para dizer que, apesar de tamanha beleza e poder nas forças da natureza, o homem está em completa desarmonia com ela. Não mais sintonia nem comoção entre os dois. O homem perdeu sua sensibilidade e a capacidade de ver o belo mesmo nas coisas mais naturais da vida. Trata-se de uma crítica recorrente na poesia romântica, pois os poetas desse tempo voltavam-se para a natureza como um lugar de refúgio, um abrigo que pudesse salvá-los do mundo urbanizado onde se sentiam deslocados. Importa notar ainda que natureza contemplada no poema é absolutamente arrebatadora, já que a sensibilidade romântica previa uma expressão subjetiva do mundo, coerente com o sentimento do poeta. Era exatamente assim que Wordsworth sentia-se, transtornado, confuso e aturdido frente a tantas mudanças radicais na sociedade de seu tempo. O sujeito lírico, após apresentar sua indignação, passa a aspirar uma diferente vida. Mesmo sendo um cristão, na Inglaterra católica oitocentista, ele afirma preferir ser um pagão (l.9-10) para ver Deus na natureza como o faziam os clássicos. O fim do poema introduz dois deuses da cultura greco-romana ligados ao mar: Tritão e Proteus (l.13-14). Ambos eram considerados divindades ligadas ao mar, que ali mostravam todo seu poder e exuberância. O que Wordswoth quer dizer é que ele seria menos infeliz se pudesse ter esse mesmo tipo de relacionamento com a natureza que os homens da Antiguidade tiveram. A religiosidade romântica reside na crença de que Deus, o grande Criador, está presente na natureza, sua grande Criação. O simples fato de observar o mar e sentir o vento soprar – e não a obrigatoriedade em cumprir um conjunto de dogmas pré-estabelecidos – seriam, assim, meios de conhecer Deus verdadeiramente.
O século XIX assistiu a inúmeras mudanças na estruturação das sociedades modernas, que culminaria com a formação de um mundo mecanizado e interligado por redes de comunicação invisíveis no século XXI. Até hoje, “The world is too much with us” é um poema muito significativo, na medida em que o homem contemporâneo continua preocupado com o trabalho, com a aquisição de riquezas, com a busca incansável pelo lucro e ainda se esquece de admirar as discretas belezas que a vida insiste em oferecer a todos nós.
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Lines Written in Early Spring
I heard a thousand blended notes, While in a grove I sate reclined, In that sweet mood when pleasant thoughts Bring sad thoughts to the mind. To her fair works did Nature link The human soul that through me ran; And much it grieved my heart to think What man has made of man. Through primrose tufts, in that green bower, The periwinkle trailed its wreaths; And 'tis my faith that every flower Enjoys the air it breathes. The birds around me hopped and played, Their thoughts I cannot measure: -- But the least motion which they made, It seemed a thrill of pleasure. The budding twigs spread out their fan, To catch the breezy air; And I must think, do all I can, That there was pleasure there. If this belief from heaven be sent, If such be Nature's holy plan, Have I not reason to lament What man has made of man?
Vocabulário
Grove – bosque, pomar de frutas cítricas.
To grieve – sofrer, angustiar-se
Primrose – prímula (botânica)
Tufts – ramos
Bower – abrigo de folhagem
Periwinkle – congorsa, pervinca (botânica)
Wreaths – coroa de flores
Thrill – excitação, emoção, sensação
Budding – adj. Que está iniciando, emergindo
Twigs – galho, ramo, broto
estudo do poema
(grupo 1, turma LEJ, 2009-II)
ELEMENTOS FORMAIS
Seis estrofes (stanza) de quatro versos cada
Rimas no esquema ABAB – notes/thoughts; reclined/mind
Speaker – 1ª pessoa
Figures de linguagem:
Assonância (das palavras “ran”, “man”, “fan”, “can”, “plan” e “man”).
Aliteração (repetição da letra “t” no início do primeiro e do segundo verso da terceira, quarta e quinta estrofes.
Apesar de não apresentar uma regularidade, a métrica do poema é composta, na maioria das vezes, seguindo o estilo “iambic”.
COMENTÁRIO
Wordsworth prezava a simplicidade, linguagem coloquial e descrição da natureza. Neste poema, ele trata da relação do homem com a natureza, de como o homem a depreda e não dá valor a ela. Assim sendo, está degradando a si mesmo, pois faz parte da natureza. Já os animais e as plantas vivem em perfeita harmonia com a natureza..
Written in March
The cock is crowing,
The stream is flowing,
The small birds twitter,
The lake doth glitter
The green field sleeps in the sun;
The oldest and youngest
Are at work with the strongest;
The cattle are grazing,
Their heads never raising;
There are forty feeding like one!
Like an army defeated
The snow hath retreated,
And now doth fare ill
On the top of the bare hill;
The plowboy is whooping—anon-anon:
There's joy in the mountains;
There's life in the fountains;
Small clouds are sailing,
Blue sky prevailing;
The rain is over and gone!
VOCABULARIO
Cock – Galo
To crow – (galo) cantar
To twitter - cacarejar
To glitter - brilhar
Cattle - gado
To graze - pastar
To defeat - derrotar
To retreat - recuar
To fare – avançar
Ill – mal
Bare – despido
To whoop – gritar de alegria
Anon – em breve
Plow – ferramenta usada para cavar buracos para plantar buracos na terra.
estudo do poema
(grupo 3, turma LEJ, 2009-II)
Análise do poema:
PROSÓDIA
- Rima = aa, bb, c, dd, ee, c, ff, gg, c, hh, ee, c.
- Couplets = presente nos versos 1 e 2, 3 e 4, 6 e 7, 8 e 9, 11 e 12, 13 e 14, 16 e 17, 18 e 19.
- Assonância = presente no verso 5, nas palavras green e sleep.
- Rima interna = presente no verso 6, nas palavras oldest e youngest.
RETÓRICA
- Poema na terceira pessoa do singular e do plural.
- Tom padrão
- Personificação = presente no verso 5 da primeira estrofe: “the green field sleeps in the sun”; nos versos 2 e 3 da segunda estrofe: “the snow hath retreated and now doth fare ill”; no verso 8 da segunda estrofe: “small clouds are sailing”
- Metáfora = presente no último verso do poema: “the rain is over and gone”. Podemos entender a palavra “rain” como um problema ou uma situação difícil que já passou, foi resolvida.
- Símile = presente no primeiro verso da segunda estrofe: “like an army defeated”. A neve é explicitamente comparada a um exército.
- Sintaxe = ocorre a omissão do verbo “are” no penúltimo verso de cada estrofe.
Nesse poema, William Wordsworth celebra a natureza. Ele faz isso através da descrição da beleza de elementos tais como os animais, o rio, o campo. O inverno está indo embora, e o clima da nova estação traz alegria para as montanhas e vida para as fontes. O céu azul prevalece e as nuvens estão desaparecendo. E a chuva já não está presente. Então, podemos entender que o eu-lírico celebra um novo tempo, uma nova fase em sua vida. É um período em que há movimento e liberdade (“the cock is crowing, the stream is flowing...”) e o que é contrário a isso é passado (“the rain is over and gone”).
I wondered lonely as a cloud
1 I wandered lonely as a cloud
2 That floats on high o'er vales and hills,
3 When all at once I saw a crowd,
4 A host, of golden daffodils
vários ; narcisos (flor)
5 Beside the lake, beneath the trees
abaixo de
6 Fluttering and dancing in the breeze.
agitando, movendo; brisa
7 Continuous as the stars that shine
8 And twinkle on the milky way,
piscar ; Via Láctea
9 They stretched in never-ending line
se estender
10 Along the margin of a bay:
baía
11 Ten thousand saw I at a glance,
ver de relance
12 Tossing their heads in sprightly dance
movendo ; com vivacidade
13 The waves beside them danced; but they
14 Out-did the sparkling waves in glee:—
ultrapassar ; brilhante ; alegria
15 A poet could not but be gay
16 In such a jocund company:
alegre
17 I gazed—and gazed—but little thought
observar
18 What wealth the show to me had brought:.....
19 For oft when on my couch I lie
com frequência
20 In vacant or in pensive mood,
vagamente ; calmamente
21 They flash upon that inward eye
brilham ; interior, íntimo
22 Which is the bliss of solitude,
glória
23 And then my heart with pleasure fills,
24 And dances with the daffodils.
narcisos
estudo do poema
(grupo 1, turma LEI, 2009-II)
PROSÓDIA E RETÓRICA
O poema está escrito em primeira pessoa como ilustrado pelos trechos : “I wandered lonely as a cloud”, ” Ten thousand saw I at a glance” e “When all at once I saw a crowd”. Está dividido em quatro estrofes de seis versos cada. Sendo a métrica do poema iambic tetrameter. As rimas são ABABCC.
Wordsworth unifica o conteúdo do poema, concentrando as três primeiras estrofes sobre a experiência no lago e a última estrofe da memória dessa experiência.
Também encontram-se no poema algumas figuras de linguagem como:aliteração: “lonely as a cloud” (primeiro verso) ; “high o'er vales and Hills” (segundo verso) “golden Daffodils” (quarto verso) e “Beside the Lake, beneath the trees” (quinto verso) ,personificação: o orador compara a quantidade de narcisos com uma multidão(versos 3 e 4) e o movimento dos narcisos como o movimento de uma dança(versos 4 e 6). Há também na primeira estrofe a comparação entre a nuvem e um ser solitário (primeiro verso) e metáfora : o orador compara a quantidade e o brilho dos narcisos com as estrelas da Via Láctea.
TEMA E CONTEXTO
O tema principal do poema é a natureza. Porém dentro deste tema podem ser encontrados algumas características mais específicas, como a beleza da natureza enaltecendo os homens como nos versos 15 ,18 , 23 e 24.
O poema remete ao momento em que William Wordsworth e sua irmã Dorothy estavam caminhando em volta de um lago na região de Lake’s District na Inglaterra e chegam a uma praia cheia de narcisos.
Na primeira estrofe, o oradorrelata este momento em que ele estava caminhando e encontra vários narcisos e descreve o movimento de tais flores como uma dança, decorrente do vento.
I wandered lonely as a cloud
That floats on high o'er vales and hills,
When all at once I saw a crowd,
A host, of golden daffodils;
Beside the lake, beneath the trees,
Fluttering and dancing in the breeze
Na segunda estrofe, o orador compara a imensa quantidade de narcisos à quantidade de estrelas da Via Láctea. A galáxia que possui milhares de estrelas incluindo o Sol.
Continuous as the stars that shine
And twinkle on the milky way,
They stretched in never-ending line
Along the margin of a bay:
Ten thousand saw I at a glance,
Tossing their heads in sprightly dance.
Na terceira estrofe, o poeta continua apreciando o movimento dos narcisos, porém ele usa o recurso da anástrofe (inversão da ordem normal da frase) para enfatizar o efeito que o movimento dos narcisos tiveram nele (último verso da terceira estrofe). Deste verso ele encaminha o poema para a última estrofe, onde ele reflete sobre a natureza na vida dele.
The waves beside them danced; but they
Out-did the sparkling waves in glee:—
A poet could not but be gay
In such a jocund company:
I gazed—and gazed—but little thought
What wealth the show to me had brought:
Na quarta e última estrofe, ele reflete a respeito da experiência que ele vivenciou e qual o efeito da experiência sobre ele. Novamente ele usa o recurso da anástrofe no primeiro verso desta estrofe “when on my couch I lie” em vez de “I lie on my couch”.
For oft when on my couch I lie
In vacant or in pensive mood,
They flash upon that inward eye
Which is the bliss of solitude,
And then my heart with pleasure fills,
And dances with the daffodils.
poemas recitados
It is a Beauteous Evening
It is a beauteous evening, calm and free,
The holy time is quiet as a Nun
Breathless with adoration; the broad sun
Is sinking down in its tranquillity;
The gentleness of heaven broods o’er the Sea;
Listen! the mighty Being is awake,
And doth with his eternal motion make
A sound like thunder—everlastingly.
Dear Child! dear Girl! that walkest with me here,
If thou appear untouched by solemn thought,
Thy nature is not therefore less divine;
Thou liest in Abraham’s bosom all the year:
And worshipp’st at the Temple’s inner shrine,
God being with thee when we know it not.
recitação (mp3, 900K) por Renato Icarahy (com agradecimentos!); produção do grupo 1, turma LEI
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retrato de
WILLIAM WORDSWORTH

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• Lyrical Ballads with Other Poems, 1800 Vol. 1:
- text.zip (70Kb)- 8bal110.zip
• Lyrical Ballads with Other Poems, 1800 Vol. 2:
- text.zip (64Kb)- 7bal210.zip
• The Complete Prose Works of Wordsworth (org. Alexander Glosart):
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