os Poetas>>LORD BYRON
os Poetas
Byron é o quarto da seção Os Poetas.
Lord George Gordon BYRON
(1788-1824)
biografia
George Gordon Noel Byron nasceu em 22 de janeiro de 1788, em Londres. Apesar de nascer em família rica, seu pai, Capitão John Byron, era um "bon-vivant" que destruiu toda a riqueza. Sua mãe, Catherine Gordon Byron, vinha da família dos Gordons, uma família escocesa tradicional e muito conhecida por sua ferocidade e violência. Em 1791, seu pai morreu, aparentemente por suicídio, aos 36 anos. Logo após o nascimento de Byron, sua mãe o levou para a Aberdeen, Escócia. Constantemente, Catherine era abordada por um sentimento de ira e infelicidade, descontando em seu filho, batendo-lhe. Além da mãe, o pequeno Byron contava com a ira incógnita de sua governanta, cujo nome era May Gray. Uma deformidade em seu pé logo ficou evidente, ganhou botas especiais e passou por inúmeros tratamentos; tal defeito foi um obstáculo enorme no desenvolvimento do garoto, que se sentia envergonhado perante os outros.
O pequeno George vivia mergulhado em leituras, com atenção especial para a história de Roma. Aos sete anos, Byron se apaixonou perdidamente por sua prima, Mary Duff. Aos nove, sua babá o introduziu aos prazeres da carne. Com 10 anos, Byron herda o título nobiliárquico de um tio-avô, tornando-se o sexto Lord Byron. As finanças minguavam. Tudo o que remetia ao nome dos Byron era motivo de processos por dívidas. O pequeno Byron foi enviado para a academia do doutor Glennie, em Dulwich, e logo em seguida, para Harrow. Durante um Natal, ele retornou para Newstead, que havia sido alugada por Lorde Ruthyn, que o iniciou no bissexualismo. Apaixonou-se perdidamente por Mary Ann Chaworth, uma vizinha. Ficou tão obcecado que se recusou a voltar e o Lorde teve de obrigá-lo a retornar.
Durante sua adolescência, Byron foi tomando consciência de seu poder. Possuidor de carisma, beleza e poder de sedução, ele logo começou a aproveitar seus dons. Envolveu-se com colegas, empregadas, professores, prostitutas e garotas que adoravam um título de nobreza.
Em 1805, Byron teve um grande choque. Mary Ann, a vizinha, casou-se e ele se tornou mais rebelde ainda. Arrumou um emprego em Cambridge mas nunca trabalhava, já que esta era a moda para os descolados da época. Era o tédio. Era a forma que os, então, românticos viviam a vida, e da qual Byron foi o mestre supremo. Escrevia versos e mais versos e gastava muito dinheiro. Após entrar na "Trinity College" de Cambridge, em 1807, publica seu primeiro livro de poesia, Hours of Idleness (Horas de ócio), mal recebido pela crítica. Byron respondeu com o poema satírico English Bards and Scotch Reviewers (Bardos ingleses e críticos escoceses), em 1809. Em junho de 1809, Byron e dois amigos resolveram fazer um tour pela Europa. Acabaram conhecendo Portugal, Espanha, Grécia, Albânia, Malta e Turquia. Durante a viagem, ele entrou em choque com o conservadorismo português e foi justamente nesta época que começou a escrever uma de suas obras-primas, "Childe Harold's Pilgrimage". Seus amigos retornaram à Inglaterra, mas Byron ficou na Grécia, vivendo numa escola para garotos. Manteve um tórrido caso com Nicolo Giraud, um jovem grego que chegou a salvar sua vida quando pegou malária. Em gratidão, Byron pagou todos os estudos do rapaz. Em 1811, publica os dois primeiros cantos de Childe Harold's Pilgrimage (Peregrinação de Childe Harold), longo poema em que narra as andanças e amores de um herói desencantado, ao mesmo tempo em que descreve a natureza da península ibérica, Grécia e Albânia. A obra alcançou sucesso imediato e sua fama se consolidou com outros trabalhos, principalmente The Corsair (O Corsário) em 1814 e Lara no mesmo ano; além de The Siege of Corinth (O Cerco de Corinto) em 1816.
Em 1815 casa-se com Anne Milbanke. Um ano depois ele se muda para a Suíça após o divórcio com Lady Byron, causado pela suspeita de incesto do poeta com sua meia-irmã Augusta Leigh. Lá, escreve o canto III de Childe Harold's Pilgrimage, The Prisoner of Chillon (O prisioneiro de Chillon) e o poema dramático Manfred, enigmático e demoníaco. Seguido por Hobhouse e Fletcher, ele arrumou mais um companheiro: John Polidori. Em maio, o grupo se encontrou com Percy Bysshe Shelley e Mary Godwin (mais tarde, Shelley), que viviam uma vida de desejos e pecados, já que Percy era casado e Mary era sua amante. O casal estava acompanhado de Claire Clairmont, irmã adotiva de Mary. Os novos amigos se juntaram a ele, mas Hobhouse e Fletcher decidiram ficar na Inglaterra. Em Genebra então, passou a viver com Claire Clairmont. Byron e Shelley passavam horas discutindo filosofias e poesias. Chegaram, inclusive, a trocar rosas e carícias. Numa noite chuvosa em Diodati, o grupo decidiu compor histórias macabras. Nasceu ali Frankenstein de Mary Shelley e O Vampiro de Polidori.
Claire lhe revelou estar grávida. Byron concordou em cuidar da criança, mas se recusou a continuar o caso com ela. Claire levou sua filha Allegra para a Itália. Foi o fim da ligação entre Byron e Claire. Compôs então, em 1818, o canto IV de Childe Harold's Pilgrimage e Beppo - A Venetian Story (Beppo - Uma história veneziana), poema em oitava-rima, de tom ligeiro e cáustico, em que ridiculariza a alta sociedade de Veneza. Em 1819 começou o poema herói-cômico Don Juan, sátira brilhante e atrevida, à maneira do século XVIII, que deixaria inacabada. No mesmo ano, ele assumiu Teresa, a condessa Guicioli, como amante. Foi um escândalo. Não somente porque ela era casada, mas também porque ele, Teresa e o marido dela viviam na mesma casa. No ano seguinte, envolveu-se com a política, juntando-se a combatentes pela independência italiana.
Em 1822, Shelley morreu afogado. Allegra, sua filha, morreu de febre. Byron ficou devastado. No ano seguinte, se juntou à causa grega pela independência da Turquia. Viajou até a Grécia. Encontrou abrigo com as tropas do príncipe e financiou um navio de guerra. Foi lá onde escreveu o drama The Deformed Transformed (O Deformado Transformado). Em fevereiro de 1824, teve um ataque epilético. Dois meses depois, após enfrentar uma tempestade enquanto cavalgava, pegou um resfriado do qual nunca se recuperou. Em 19 de abril do mesmo ano, na cidade de Missolonghi, um Domingo de Páscoa chuvoso, aos 36 anos de idade, Byron faleceu. Seu ataque epilético, muito provavelmente, foi causado por anorexia nervosa, mas seu médico diagnosticou como sendo uma doença cerebral causada por sua vida sexual conturbada. O médico não percebeu os sintomas do que deveria ser malária em Byron e preferiu fazer uma sangria no poeta. "Meus médicos me mataram", foi uma de suas últimas frases para seu criado. Após sua morte, foi feita uma autopsia. Os médicos encontraram lesões no cérebro, o que, para eles, comprovava que a morte foi causada por sua promiscuidade sexual. Adorado na Grécia, ele foi embalsamado e seu coração foi retirado e enterrado em solo grego. Os restos mortais foram transportados para Inglaterra, mesmo contrário aos seus desejos. Ao chegar em Londres, a Abadia de Westminster se recusou a receber o funeral, alegando que ele era um pecador irreparável. Mesmo assim, o cortejo fúnebre foi assistido por milhares de pessoas. Byron foi enterrado na igreja Hucknall Torkard, próxima da Abadia de Newstead, ao lado de sua mãe e demais gerações de sua família.
Lord Byron teve uma vida pessoal bastante conturbada: homossexualismo, dezenas de casos sexuais e também foi um dos primeiros escritores a descrever os efeitos da maconha. Em meio a toda essa agitação existencial, que se tornou o paradigma do homem romântico que busca a liberdade, Byron escreveu uma obra riquíssima, em que não faltam elementos autobiográficos, e depois revelou uma faceta satírica e satânica que apresenta em poemas como Don Juan. Byron usou com igual mestria o verso curto de Walter Scott, o verso branco, a oitava-rima e a estrofe spenseriana. Seu aristocratismo se reflete na escolha de um estilo classicista pelo qual tratou uma temática fundamentalmente romântica.O cinismo e o pessimismo de sua obra haveriam de criar, juntamente com sua mirabolante vida, uma legião de jovens poetas "byronianos" por todo o mundo, chegando até o Brasil na obra de grandes escritores, como Álvares de Azevedo.
http://www.spectrumgothic.com.br/literatura/autores/byron.htm
http://www.pensador.info/autor/Lord_Byron/biografia/
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bibliografia de Byron
(contribuição grupo 2, turma LEJ)
1807-Hours of Idleness(Horas de ócio) seu primeiro livro de poesia
1809 -English Bards and Scotch Reviewers (Bardos Ingleses e Criticos Escoceses) publicado em resposta à critica negativa ao seu primeiro livro de poesia
1811- e em 1812- Childe Harold's Pilgrimage (A Peregrinação de Childe Harold , os dois primeiros cantos, longo poema em que narra as andanças e amores de um herói desencantado, ao mesmo tempo em que descreve a natureza da Península Ibérica, Grécia e Albania. 1814- The Corsair (o corsário)
1814- Lara
1816- The Siege of Corinth (O Cerco de Corintho)
1816- Childe Harold's Pilgrimage, III canto de.
1816- ThePrisoner of Chillon (O Preso de Chillon)
1817- Manfred: umpoema dramático.
1818- Childe Harold's Pilgrimage, canto IV.
1818- Beppo, uma historia veneziana em que satiriza a sociedade local.
1818- Venetian Story, poema em oitava rima, de tom ligeiro e cáustico, em que ridiculariza a alta sociedade de Veneza.
1819- começou o poema herói-cômico Don Juan(1819-1824), sátira brilhante e atrevida, à maneira do século XVIII, que deixaria inacabado.
1824-The Deformed Transformed.
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poemas estudados
When we two parted
When we two parted
In silence and tears,
Half-broken hearted
To sever for years,
Pale grew thy cheek and cold,
Colder thy kiss;
Truly that hour foretold
Sorrow to this
2
The dew of the morning
Sunk chill on my brow
It felt like the warning
Of what I feel now.
Thy vows are all broken,
And light is thy fame;
I hear thy name spoken,
And share in its shame.
3
They name thee before me,
A knell to mine ear;
A shudder comes o’er me
Why wert thou so dear?
They know not I knew thee,
Who knew thee too well:
Long, long shall I rue thee,
Too deeply to tell.
4
In secret we met
In silence I grieve,
That thy heart could forget,
Thy spirit deceive.
If I should meet thee
After long years,
How should I greet thee!
With silence and tears.
vocabulário
1 - separar
2 - terminar um relacionamento
3- (past of foretell) predizer
4- frio
5 - promessas, votos
6- humilhação
7 - tremor
8 - considerar, dar valor
9- lamentar, arrepender
10 -afligir-se, sofrer
estudo do poema
PROSODY, RHETORIC AND GENERAL ELEMENTS TO THE POEM:
The poem is written in 1st and 3rd person
The source of the poem is the expression of feelings due the end of a love story.
Rhyme scheme: ABABCDCD
Use of inversion: pale grew thy cheek and cold / they know not I knew you
Metaphor elements: The dew of the morning / Sunk chill on my brow
personification: truly that hour foretold
COMENTÁRIOS:
Escolhemos o poema acima por se tratar de um típico poema romântico escrito por um típico escritor romântico, Lord Byro. Nele o eu- lírico expressa seus sentimentos de amor e melancolia, que são típicas características do Romantismo, pelo fim de um relacionamento. Num primeiro momento, percebemos um profundo sentimento de perda, mas logo em seguida, o eu-lírico expressa ódio, não apenas por ter sido deixado por sua amada, como também por ter sido trocado por outros.
Quanto à estrutura do poema, ele contém quatro estrofes com oito versos em cada. Também há quatro tipos de rimas em cada estrofe. Nos quatro primeiros versos de cada estrofe, os versos ímpares tem uma rima, e os versos pares tem outra rima, e esse método é usado pelo poeta nos quatro últimos versos de cada estrofe com uma rima para cada par de versos.
O primeiro verso já é o título do poema, o que pode significar que o escritor não quis ou não conseguiu encontrar um titulo para ele. Como já foi mencionado, primeiro o poema é sobre o fim de um relacionamento, de uma historia de amor entre um homem e uma mulher. Depois, o poema todo é uma expressão de sentimento de ódio que o eu-lirico externa em relação a sua amada porque ela o deixou. Esses sentimentos são facilmente identificados pelo fato de haver a predominância da 1ª pessoa tanto do singular quanto do plural, o que demonstra essa pessoalidade refletida pela raiva e o desespero; de onde podemos inferir ser uma autobiografia ou não, essa mulher pode ser ou não uma mulher real ou talvez apenas uma forma de ridicularizar alguém em resposta a um fim de um relacionamento.
É importante enfatizar o contraste entre os versos “ In silence and tears” e “ With silence and tears”, parecidos na forma, mas com significados diferentes quando analisados a partir de uma leitura profunda dos versos anteriores a eles. No primeiro temos a tristeza pelo fim do relacionamento, e no segundo a alegria por ele ter acabado.
O frio é um elemento metafórico muito importante no começo da segunda estrofe: “The dew of the morning/ Sunk chill on my Brow” nesses versos temos o sentimento de insegurança em relação a esse amor representado pelo frio; já nos versos “A knell to mine ear” e “A shudder comes o’er me” há um despertar para a realidade de que realmente chegou o fim desse amor; aqui o eu-lirico não mais vai se abater por esse amor devido a tantas vergonha que ele tem passado e que estão bem descritas nos versos “And light is thy fame”, “And share in its shame”, “They name thee before me”, “A knell6 to mine ear” onde vemos que mais homens devem estar amando essa mulher que o pertenceu em algum momento.
Na ultima estrofe, os dois primeiros versos tem duas palavras que podem parecer sinônimas, mas tem significados contrastivos: em “In secret we met”, temos a paixão de dois amantes em seus encontros secretos onde um completava o outra. Já em “In silence I grieve”, temos a imagem de alguém sozinho, enfrentado, secretamente, a dor do fim, sem compartilhar com ninguém. Os últimos dois versos seguintes “That thy heart could forget, Thy spirit deceive”mostram a surpresa diante do desenrolar dessa relação, que teve um fim triste, pois ele se sente esquecido e enganado. No entanto, surpreendentemente, no final do ultimo verso, ele parece dar a volta por cima, e nos versos “after long years, How should I greet thee! With silence and tears.” afirma que se encontrá-la um dia, irá cumprimentá-la por esse relacionamento não ter dado certo, e esse cumprimento será com a mesma intensidade vivenciada quando eles se deixaram: em silencio e em lágrimas.
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January 22nd. Missolonghi
On this day I complete my thirty sixth year
‘Tis time this heart should be unmoved,
Since others it hath ceased to move:
Yet though I cannot be beloved
Still let me love!
My days are in the yellow leaf;
The flowers and fruits of Love are gone;
The worm – the canker, and the grief
Are mine alone!
The fire that on my bosom preys
Is lone as some Volcanic Isle;
No torch is kindled at its blaze
A funeral pile!
The hope, the fear, the jealous care,
The exalted portion of the pain
And power of Love I cannot share,
But wear the chain.
But ‘tis not thus – and ‘tis not here
Such thoughts should shake my soul, nor now
Where Glory decks the hero’s bier
Or binds his brow.
The Sword, the Banner, and the Field,
Glory and Greece around us see!
The Spartan borne upon his shield
Was not more free!
Awake (not Greece – she is awake!)
Awake, my Spirit! Think through whom
Thy life-blood tracks its parent lake
And then strike home!
Tread those reviving passions down
Unworthy Manhood – unto thee
Indifferent should the smile or frown
Of Beauty be.
If thou regret’st thy Youth, why live?
The land of honourable Death
Is here: - up to the Field, and give
Away thy Breath!
Seek out – less often sought than found –
A Soldier’s Grave, for thee the best;
Then look around, and choose thy Ground,
And take thy Rest!
Jan. 1824
estudo do poema
VOCABULÁRIO:
Canker (Estrofe 2, verso 3) – Doença que dá em árvores
Bosom (Estrofe 3, verso 1) – Peito
Kindle (Estrofe 3, verso 3) – Acender uma fogueira
Deck (Estrofe 5, verso 3) – Decorar
Bier (Estrofe 5, verso 3) – Suporte para caixão
Tread (Estrofe 8, verso 1) – Pisar, caminhar
Sought (Estrofe 10, verso 1) – Procurado
O poema January 22nd, Missolonghi apresenta uma forte inspiração autobiográfica, onde o eu-lírico incorporaria o próprio eu de Lord Byron. Ao escrever o poema, Byron estava em seus últimos dias de vida, na cidade de Missolonghi. A doença que sofria é mencionada no poema através de metáforas como “The fire that on my bosom preys”. O poema como um todo se trata da morte se aproximando e de como a morte pode ser gloriosa. Elementos românticos tão constantes como a presença da natureza também são encontrados, ao fazer comparação do corpo com uma árvore. A morte, no caso, é algo honrado, ela acontece no momento em que se luta pela libertação de um povo, mesmo que não o seu próprio: deve-se lutar pela liberdade de todos.
O poema apresenta um padrão de quatro batidas em cada verso, exceto pelo quarto verso de cada estrofe, que apresenta apenas duas. As rimas seguem um padrão ABAB em cada estrofe, exceto pela primeira estrofe, que apresenta apenas rimas visuais.
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Childe Harold’s Pilgrimage excerto do canto 1 [“ Sin’s Long Labyrinth”]
IV
Childe Harold bask'd him in the noontide sun,
Disporting there like any other fly;
Nor deem'd before his little day was done
One blast might chill him into misery.
But long ere scarce a third of his pass'd by,
Worse than adversity the Childe befell;
He felt the fulness of satiety:
Then loathed he in his native land to dwell,
Which seem'd to him more lone than eremite's sad cell.
V
For he through Sin's long labyrinth had run,
Nor made atonement when he did amiss,
Had sigh'd to many though he loved but one,
And that loved one, alas! could n'er be his.
Ah, happy she! to 'scape from him whose kiss
Had been pollution unto aught so chaste;
Who soon had left her charms for vulgar bliss,
And spoil'd her goodly lands to gild his waste,
Nor calm domestic peace had ever deign'd to taste.
estudo do poema
VOCABULÁRIO:
Deleitar-se
Meio-dia
Divertir
Considerar
Sopro
Resfriar
Antes
Suceder
Detestar
Residir
cela
Reparação
Errôneo, injusto
Suspirar
Algo
Casto, puro
Felicidade
Corromper
Ocultar
Dignar-se
Childe Harold’s Pilgrimage foi escrito por Lord Byron em duas etapas. A primeira, em 1812, conta com os dois primeiros cantos e foi publicada durante sua viagem à Península Ibérica e a segunda parte do poema foi publicada em 1816 com os cantos 3 e 4. São, portanto, quatro cantos escritos em estrofes no modelo de Edmund Spenser, Spenserian stanzas, sendo 8 versos de 5 batidas e 1 verso alexandrino, ou seja, 1 verso de 6 batidas que seguem o ritmo fraco/forte e rima organizada na forma AB AB BC BC C.
O trecho escolhido foi extraído do canto 1 e é escrito na terceira pessoa do singular. É possível observar no verso IV, que o eu – lírico sente-se imensamente solitário
“Then loathed he in his native land to dwell,
Which seem'd to him more lone than eremite's sad cell.”
e compara sua solidão com a cela de um eremita. No verso V, encontramos um outro elemento próprio ao movimento ultra-romântico, o sentimento de amar a mulher que não pode ser alcançada, o amor inatingível.
“Had sigh'd to many though he loved but one,
And that loved one, alas! could n'er be his.”
Alguns elementos são considerados autobiográficos, justamente por refletirem um homem desiludido e cansado de uma vida de prazeres extravagantes e mulheres. O herói bayroniano é descrito como melancólico, de humor instável e apaixonado, características também associadas ao autor.
No primeiro canto, nota-se ainda a preocupação com a forma,o estilo oitocentista de escrever e o uso da linguagem arcaica no modelo Elisabetano. Aliterações “Ah, happy she! to 'scape from him whose kiss” e inversões “For he through Sin's long labyrinth had run” , também estão presents.
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Venice [Childe Harold’s Pilgrimage – Canto IV]
I stood in Venice, on the Bridge of Sighs;
A palace and a prison on each hand:
I saw from out the wave her structures rise
As from the stroke of the enchanter’s wand:
A thousand years their cloudy wings expand
Around me, and a dying Glory smiles
O’er the far times, when many a subject land
Look’d to the winged Lion’s marble piles,
Where Venice sate in state, thron’d on her hundred isles!
She looks a sea Cybele, fresh from ocean,
Rising with her tiara of proud towers
At airy distance, with majestic motion,
A ruler of the waters and their powers:
And such she was; - her daughters had their dowers
From spoils of nations, and the exhaustless East
Pour’d in her lap all gems in sparking showers.
In purple was she robed, and or her feast
Monarchs partook, and deem’d their dignity increas’d.
In Venice Tasso’s echoes are no more,
And silent rows the songless gondolier;
Her palaces are crumbling to the shore,
And music meets not always now the ear:
Those days are gone – but Beauty still is here.
States fall, arts fade – but Nature doth not die,
Not yet forget how Venice once was dear,
The pleasant place of all festivity,
The revel of the earth, the masque of Italy!
But unto us she hath a spell beyond
Her name in story, and her long array
Of mighty shadows, whose dim forms despond
Above the dogeless city’s vanish’d sway;
Ours is a trophy which will not decay
With Rialto; Shylock and Moor,
And Pierre, can not be swept or worn away –
The keystones of the arch! Though all were o’er,
For us repeopled were the solitary shore.
recitação(mp3, 2.4Mb) por Renato Icarahy (com agradecimentos!); produção do grupo 1, turma LEI
estudo do poema
A OBRA
Venice faz parte do 4º canto de Childe Harold’s Pilgrimage publicado em 1816. Os poemas desse canto descrevem as grandes cidades e monumentos da Itália. Uma primeira versão foi publicada em 1812 com os dois primeiros cantos enquanto Byron viajava por Portugal, Espanha, Albânia e Grécia. A mesma rendeu fama a Byron.
Esta obra é tão especial e importante devido a sua singularidade na literatura inglesa. Nos poemas podemos encontrar o uso de hipérboles, exclamações, imperativos, apóstrofes e a mudança brusca de tema, ritmo e humor. Uma simples viajem pela Europa é transformada em uma experiência dramática e apaixonante. A Europa é apresentada não só como ela realmente é, mas como ela afeta a sensibilidade do homem romântico.
O POEMA
O poeta contempla a cidade de Veneza enquanto está sob a ponte entre a prisão de São Marco e o Doge’s Palace (Bridge of Sighs). A partir daí, o poeta começa a analisar a cidade. Veneza ganha ares femininos e ele a aprecia como se fosse uma “mulher à beira da ruína”, mas que conserva o seu “ar imponente”.
Na primeira estrofe, o poeta descreve o surgimento de Veneza. A cidade surge como que em um toque de mágica como podemos perceber nos versos 3 e 4. A descrição é um elemento importante na poesia de Byron. Já na segunda estrofe, o poeta compara a cidade com a deusa Cibele.
A partir da terceira estrofe, o poeta começa a falar da decadência de Veneza. A cidade no passado era um lugar de festas, mas agora a música já não pode ser ouvida como notamos nos versos 21 e 22. No entanto, apesar da decadência, Veneza não perdeu o seu encanto (versos 23, 24 e 25).
Por fim, na quarta estrofe Byron continua afirmando a importância de Veneza, pois ela continua marcada em sua história e nenhuma sombra a apagará. O poeta ainda reforça a importância da cidade ao citar personagens de obras famosas e o centro comercial de Rialto. Ele termina dizendo que nada poderá embaçar as pedras do arco principal da ponte, mesmo estando solitária a costa de Veneza.
RETÓRICA:
Podemos encontrar personificação nos versos 2 (A palace and a prison on each hand), 3 (I saw from out the wave her structures rise), 5/6 (A thousand years their cloudy wings expand/around me, and dying Glory smiles), 7/8 (O’er the far times, when a subject land look’d to the winged Lion’s marble piles), 10 (She looks a sea Cybele…), 21 (Her palaces are…) e 28/29 (But into us she hath a spell beyond/her name in story…). Além disso, há simile no verso 4 (As from the stroke of the enchanter’s wand).
Quanto ao esquema de rimas, o mesmo fica assim:
1ª estrofe – A B A B (eye rhyme) B C B C C
2ª estrofe – D E D E E F E F F
3ª estrofe – G H G H H – H I I
4ª estrofe – J K J K K L K – L
Os primeiros oito versos de cada estrofe possuem 10 sílabas, enquanto que os últimos versos possuem 12 sílabas como vemos a seguir:
I stood / in Ve/nice on/ the Bridge/ of Sighs (verso 1)
The re/vel of/ the earth,/ the masque/ of I/ta/ly (verso 27)
Podemos dizer ainda que o poema se encontra em forma de apóstrofe, na qual os ouvintes são os moradores de Veneza (Ours is a thophy which Will no decay).
Especialmente no último canto (canto IV), Byron se aproxima de seu personagem para deixar suas próprias impressões nos poemas sobre a Itália. O poema foi escrito na segunda viagem do poeta ao país quando ele se estabeleceu na cidade de Veneza possuindo algumas mordomias como seu próprio apartamento, sua própria gôndola e empregados ao seu dispor.
Como elementos do Romantismo, percebemos nesse poema o saudosismo do momento passado (época de glória da cidade de Veneza), a depreciação do concreto para falar do abstrato e a descrição da paisagem com expressividade.
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Don Juan (V-VIII)
V.
Brave men were living before Agamemnon[22]
And since, exceeding valorous and sage,
A good deal like him too, though quite the same none;
But then they shone not on the poet's page,
And so have been forgotten:--I condemn none,
But can't find any in the present age
Fit for my poem (that is, for my new one);
So, as I said, I'll take my friend Don Juan.VI.
Most epic poets plunge _"in medias res"_[23]
(Horace makes this the heroic turnpike road),
And then your hero tells, whene'er you please,
What went before--by way of episode,
While seated after dinner at his ease,
Beside his mistress in some soft abode,
Palace, or garden, paradise, or cavern,
Which serves the happy couple for a tavern.VII.
That is the usual method, but not mine--
My way is to begin with the beginning;
The regularity of my design
Forbids all wandering as the worst of sinning,
And therefore I shall open with a line
(Although it cost me half an hour in spinning),
Narrating somewhat of Don Juan's father,
And also of his mother, if you'd rather.
estudo do poema
Lord Byron - Don Juan
O poema Don Juan é uma das obras-primas de Lord Byron. O grupo escolheu trabalhar com a quinta, sexta e sétima estrofes, por elas apresentarem características importantes do período romântico e por não prejudicarem seu entendimento isolado do poema. O eu-lírico explicita o modo como será escrito o poema, fazendo uso da Metalinguagem, ao mostrar que adota uma nova forma de compor, diferentemente dos preceitos clássicos. Menciona também outras características típicas do Romantismo, como o fim da media res, para viver os extremos e a visão do passado como um paraíso perdido, em que existiam verdadeiros heróis.
Quanto à forma, as estrofes analisadas possuem versos decassílabos e o esquema de rimas é ABABABCC. O tom é mais informal em comparação com outros poemas do período; o eu-lírico refere-se ao leitor como um amigo próximo, o que é comprovado pelo uso do pronome pessoal “nós”.
Cabe ressaltar ainda que, ao analisarem a descrição feita no poema sobre a mãe de Don Juan, alguns estudiosos acreditaram ser esta compatível com a da mulher de Lord Byron. Entretanto, o poeta não chegou a confirmar tal hipótese.
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Don Juan (XXVI-XXIX)
XXVI
Don Jóse and the Donna Inez led
For some time an unhappy sort of life,
Wishing each other, not divorced, but dead;
They lived respectably as man and wife,
Their conduct was exceedingly well-bred,
And gave no outward sign of inward strife,
Until at length the smother’d fire broke out
And put the business past all kind of doubt.
XXVII
For Inez call’d some druggists and physicians,
And tried to prove her loving lord was mad,
But as he had some lucid intermissions,
She next decided he was only bad;
Yet when they ask’d her for her depositions,
No sort of explanation could be had,
Save that her duty both to man and God
Required this conduct – which seemed very odd.
XXVIII
She kept a journal, where his faults were noted,
And open’d certain trunks of books and letters,
All which might, if occasion served, be quoted;
And then she had all Seville for abettors,
Besides her good old grandmother (who doted);
The hearers of her case became repeaters,
Then advocates, inquisitors, and judges,
Some for amusement, others for old grudges.
XXIX
And then this best and meekest woman bore
With such serenity her husband’s woes,
Just as the Spartan ladies did of yore,
Who saw their spouses kill’d, and nobly chose
Never to say a word about them more –
Calmly she heard each calumny that rose,
And saw his agonies with such sublimity,
That all the world exclaim’d “What magnanimity!”
estudo do poema
O OUTRO LADO DE DON JUAN
Don Juan foi a obra que encerrou a produção literária de George Gordon, mundialmente conhecido como Lord Byron. Ainda que Byron, ao falecer, tenha deixado sua maior obra incompleta, Don Juan é, sem dúvida, um dos maiores clássicos da literatura inglesa e, como muitos afirmam, da literatura mundial.
Don Juan é um personagem lendário, cuja história já foi contada por muitos autores e de diversas maneiras. Segundo a lenda, Don Juan era um libertino e sua maior diversão era seduzir mulheres. Ao passear por um cemitério, ele encontra a estátua do pai de uma das mulheres seduzidas por ele. Como Don Juan não detinha respeito por nada nem por ninguém, decide convidar a estátua para jantar em sua casa. Ela aceita de bom grado e, após o jantar, o fantasma retribui a gentileza e convida seu anfitrião para jantar no cemitério. Don Juan aceita o convite e se encontra com o fantasma no lugar determinado. Ao chegar à cova do pai de sua ex-amante, este pede que Don Juan aperte sua mão. Quando o libertino estende sua mão, a estátua a agarra e arrasta Don Juan para o inferno.
Byron retrata Don Juan de uma maneira ligeiramente diferente da lenda original; em sua versão, Don Juan não é um conquistador, mas um homem que é facilmente seduzido por mulheres. O personagem de Byron era considerado bonito para os padrões de beleza da época, mas eram as mulheres que tinham um papel ativo no jogo de sedução entre elas e Don Juan.
Foram necessários cinco anos para Lord Byron escrever o que viria a ser sua obra prima. Apesar de se tratar de um poema extremamente longo, todas as suas estrofes seguem um padrão chamado ottava rima¸ que consiste em estrofes com oito versos pentâmetros iâmbicos e o padrão da rima é esquematizado em A B A B A B C C. Um detalhe interessante a respeito das rimas é que, em Don Juan, Byron brinca com as palavras de origem espanhola ao rimá-las com palavras inglesas. Ao fazer isso, ele obriga o leitor a pronunciar a palavra de forma errada. O próprio nome do personagem principal, por exemplo, deve ser pronunciado como “Don Djuan” (que seria a pronúncia inglesa para o nome), já que no poema, “Don Juan” rima com “the true one”, por exemplo.
Para uma análise interpretativa do poema, foram selecionadas quatro estrofes que tratam não do personagem que dá nome à obra, mas dos seus pais:
Nos versos selecionados, o narrador comenta sobre o casamento turbulento de Don Jóse e de Donna Inez, pais de Don Juan. Muitos acreditam que Donna Inez seria uma alusão à esposa de Lord Byron, com quem ele também manteve uma relação inconstante. No entanto, o poeta nunca confirmou tal suspeita.
Na primeira estrofe, o narrador afirma que o casal levava uma vida muito infeliz e que ambos estavam descontentes com o casamento. Contudo, eles sempre conseguiram esconder seus problemas matrimoniais, até que um dia, não foi mais possível conter tais problemas. Para ilustrar que as dificuldades do casamento de Don Jóse e de Donna Inez vieram a público, o narrador faz uso de uma metáfora: “Until at legth the smother’d fire broke out/ And put the business past all kind of doubt”.
Outra alusão à Lady Byron pode ser encontrada na segunda estrofe selecionada, em que o narrador conta que Inez solicitou ajuda médica para o seu marido, que ela julgava estar louco. Na vida real, Lord Byron enfrentou problemas financeiros seríssimos durante seu casamento, além de outros incidentes que afetaram sua vida pessoal e, por conseguinte, seu comportamento. Ao ver seu marido agindo de forma estranha, Lady Byron passou a suspeitar da insanidade do marido e procurou ajuda médica.
Na quarta estrofe selecionada, o narrador menciona o fato de que Inez parecia lidar com os problemas de seu marido de forma bem tranquila e impassível, nunca respondendo às calúnias e intrigas de terceiros, como também pode ser observado na segunda estrofe: “Yet when they aske’d her for her depositions,/No sort of explanation could be had”. Novamente, uma referência à Lady Byron pode ter sido feita pelo poeta, pois durante os rumores que correram sobre o casamento de Lord e Lady Byron, esta respondia a eles com seu silêncio.
Por fim, analisemos a terceira estrofe. Consideramos esta a mais importante das quatro selecionadas por nos dar uma pequena impressão do verdadeiro teor da obra de Lord Byron. Don Juan foi muito criticado em sua época pelo seu conteúdo imoral; no entanto, por trás da aparente imoralidade da obra, há uma forte crítica à sociedade contemporânea a Byron. Em Don Juan, o poeta aponta como vícios do mundo moderno a falsidade, a hipocrisia, a acomodação, a opressão, a luxúria, entre outros. Em oposição a isso, qualidades são defendidas veementemente, como a coragem, a lealdade, a sinceridade, etc. Ainda, é evidenciado que essas virtudes são raras na sociedade moderna e que elas não são tão admiradas e recompensadas quanto deveriam.
Don Juan apresenta um narrador em primeira pessoa que, apesar de não participar da história, possui um papel fundamental: é por meio dele que são feitas as críticas encontradas na obra. O narrador faz uso das situações enfrentadas por Don Juan para expressar seus pensamentos e julgamentos acerca do mundo moderno.
Voltando à terceira estrofe, encontramos uma crítica aos valores morais da sociedade. O narrador conta que toda a cidade de Sevilha, ao ficar sabendo do caso de Don Jóse e de Donna Inez, passou a julgá-los e condená-los de acordo com os seus “morais”. No entanto, no último verso da estrofe, o narrador questiona a motivação daqueles que se tornaram “advogados” ou “juízes” do caso ao mencionar que eles o faziam por diversão ou por ressentimentos antigos. Através desse verso, Byron faz uma crítica severa ao falso moralismo da época em que vivia, pois aqueles que o julgavam por sua imoralidade eram detentores de uma moralidade questionável.
Concluímos este trabalho afirmando que visamos mostrar o outro lado da obra prima de Lord Byron, que infelizmente é desconhecida por muitos. Através de uma obra altamente repudiada em seu tempo, Byron faz uso da imoralidade para criticar a sociedade que tanto o criticou.
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She Walks in Beauty
She walks in beauty, like the night
Of cloudless climes and starry skies;
And all that’s best of dark and bright
Meet in her aspect and her eyes:
Thus mellow’d to that tender light
Which heaven to gaudy day denies.
One shade the more, one ray the less,
Had half impair’d the nameless grace
Which waves in every raven tress ,
Or softly lightens o’er her face;
Where thoughts serenely sweet express
How pure, how dear their dwelling place .
And on that cheek , and o’er that brow ,
So soft, so calm, yet eloquent,
The smiles that win, the tints that glow,
But tell of days in goodness spent,
A mind at peace with all below
A heart whose love is innocent
VOCABULARIO
Climas
Estrelado
Adocicado, amadurecido
De mau gosto, exagerado
Pôr sombra
Iluminar
Prejudicado
Corvo
Trança
Domicílio
Bochecha
Testa
Cores
VERSÕES MUSICADAS:
Vanity Fair(mp3, 4.3Mb)
Populele (mp3, 5.41 Mb)
Truman High School (mp3, 12 Mb)
estudo do poema
(grupo 2, turma LEI, 2009-II)
Características:
- O poema está em terceira pessoa
- Está divido em três sestilhas (seis versos cada)
- Há rimas alternadas em todos os versos
- A métrica é iambic
- Há enjambment em todos os versos
- Podemos perceber a presença de connotations
- Há a associação da noite com a escuridão “...like the night/Of cloudless climes...” e da noite estrelada com a luz “and starry skies”
- Há a presença da símile que é a comparação usando like como em “She walks im beauty, like the night”
Esse é um poema que fala de amor, expressando o quão bela é a mulher que Lord Byron está vendo. Ela combina extremos em proporções perfeitas tanto na sua beleza exterior quanto na beleza interior. Esse poema pode ser interpretado como uma declaração de amor ou uma confirmação da beleza da moça, mas isto fica a critério do leitor, pois o autor não especifica. Também sabemos que esse poema foi escrito para a prima de Lord Byron, Mrs Wilmot, quem ele conheceu numa festa.
Esse poema está em terceira pessoa e temos vários exemplos de enjambment, pois o verso continua noverso seguinte ao invés de serem versos diferentes. Ele não usa a mesma divisão de sílabas durante o poema. Através desses mecanismos de divisão de sílabas métricas alternada e do enjambment, ele nos faz prestar atenção em algumas palavras. Como por exemplo, no 4º verso onde a palavra meet é enfatizada para mostrar o início do desdobramento do poema.
Os opostos se encontram nessa mulher como em dak e bright e shade e ray. Esse poema também faz uso da aliteração como em cloudless climes starry skies.
obrigada, alunos!
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