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2008

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Priscilla Mouta Marques

Data: 2008
TÍTULO
: Aspectos gramaticais e discursivos da ordenação Sujeito-Verbo no Português Arcaico
NÚMERO DE PÁGINAS: 95
ORIENTADOR: Mario Eduardo Toscano Martelotta
LINHA DE PESQUISA
: Mecanismos Funcionais do Uso da Língua


RESUMO
: Este trabalho tem como objetivo analisar a ordenação do sujeito em relação ao verbo no português arcaico, observando o que motiva a ocorrência desse termo na posição pré ou pós-verbal. Levamos em consideração, para tal análise, tanto o aspecto gramatical/sintático quanto o discursivo. Observar a ordem sujeito-verbo no português arcaico, por seguir este estudo a linha funcionalista, implica analisar a relação existente entre cada ordenação possível e o contexto comunicativo em que ela é empregada. Visando atingir tal objetivo, utilizamos, como corpora, os textos Bíblia Medieval Portuguêsa, de Neto (1958) e O Orto do Esposo, de Maler (1956). Fizeram parte da análise todos os tipos de cláusula (exceto as adjetivas cujo conectivo exerce a função de sujeito) em frases afirmativas e negativas. Após o levantamento dos dados, tendo todos os aspectos sido observados, criamos o banco de dados e utilizamos o programa estatístico SPSS, versão 13, para a obtenção da freqüência e para o cruzamento das variáveis em análise. Segundo o princípio funcionalista da marcação, intrinsecamente relacionado à freqüência, consideramos, a partir dos dados coletados, que VS é a ordem nãomarcada em contextos intransitivos e as estruturas SVC e VSC são as não-marcadas em contextos transitivos e copulativos no português arcaico. Verificamos que, dentre todas as variáveis estruturais e discursivas analisadas, o status informacional foi o fator mais importante para a compreensão do fenômeno de ordenação do sujeito dentro da cláusula, confirmando o que já apontara Berlinck (1989) em sua análise do português do século XVIII. Concluímos, por fim, que tal fenômeno no português arcaico mostrou-se essencialmente funcional. Inclusive em casos em que aparentemente se verificava influência de um fator estrutural, observamos que atuavam aspectos discursivo-pragmáticos.


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Rodrigo Alipio Carvalho do Nascimento

Data: 2008
TÍTULO
: Zero ou um: uso do artigo indefinido diante de nomes incontáveis
NÚMERO DE PÁGINAS: 123
ORIENTADOR: Profa. Maria Cecilia Magalhâes Mollica
LINHA DE PESQUISA
: Língua e Sociedade


RESUMO
: A pesquisa desta dissertação volta-se para o uso do artigo indefinido diante de referentes de traço não contável. A utilização no português falado do Brasil de estruturas como Eu quero uma água e Aceita ø bebida? fez-se notar tanto em dados de crianças, jovens e adultos quanto em distintos contextos. Cercamos o fenômeno no contexto em que nos parece que ele seja mais recorrente. Acreditamos que ele opera notoriamente em (i) contextos de pedido e oferta de produtos, como por exemplo em interação cliente-vendedor; (ii) em gêneros procedimentais, como as instruções de receita culinária. Nosso principal objetivo é o de demonstrar a sistematicidade existente da variação, aparentemente aleatória, de tal modo a determinar as motivações de uso. Estabelecemos a relação da perspectiva dos estudos sócio-interacionais com o tratamento laboviano dos dados. A escolha de uso ø ou um está correlacionada a motivações externas ao sistema lingüístico e sujeita a pressões de natureza comunicativa de acordo com o contexto em que falante e ouvinte acham-se envolvidos. O “corte” que nós fizemos nessa dissertação, considerando apenas os dados interacionais, está longe de representar todos os aspectos que envolvem o objeto de estudo. Apresentamos uma proposta de análise centrada na gradiência de formalidade das construções. Apresentamos resultados estatísticos referentes a variáveis lingüísticas que demonstram efeito positivo na escolha das formas variantes. Entretanto, como não foi feita uma abordagem longitudinal nem estratificação etária, não chegamos à conclusão, nesta etapa da pesquisa, se o fenômeno configura uma inovação lingüística.

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