►Terezinha
Cristina Campos de Resende
Data:
22/03/2006
TÍTULO:
Dinâmica do contato dialetal: estudo sociolingüístico em
Conceição de Ibitipoca – MG.
NÚMERO DE PÁGINAS:
185
ORIENTADOR:
Professora Doutora Christina
Abreu Gomes
LINHA DE PESQUISA:
Língua e Sociedade
RESUMO:
O trabalho fundamenta sua análise na orientação
teórica da sociolingüística variacionista e tem como base o
estudo da concordância verbal de 3ª pessoa do plural. Apresenta
resultados da pesquisa de campo realizada na vila de Conceição
de Ibitipoca e seu entorno, uma daspovoações mais antigas de
Minas Gerais, que nasceu do ciclo do ouro, no final do século
XVII, permanecendo em relativo isolamento até 1973, quando foi
criado, a 3 km da vila, o Parque Estadual do Ibitipoca. Observa
a variação em função do contato dialetal entre nativos de
Conceição de Ibitipoca e turistas que vistam a localidade.
Trabalha com a hipótese do conflito entre “orientação para o
prestígio e orientação para a identidade”, em consonância com a
pesquisa realizada por Labov (1972), na ilha de Martha’s
Vineyard. Abre discussão para o processo de formação do
português popular brasileiro, apontando a transmissão
lingüística irregular como motor das alterações na concordância
verbal, principalmente no português falado em localidades
rurais, que tiveram em sua constituição a presença do indígena,
do negro e do colonizador português, como sucedeu-se na
comunidade de fala em estudo.
PALAVRAS-CHAVE: Contato Dialetal. Variação Lingüística. Mudança
em Progresso.
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►Maria
do Rosário da Silva Roxo
Data: 29/08/2006
TÍTULO:
Aspectos cognitivos das construções condicionais em
audiências públicas
NÚMERO DE PÁGINAS:
197
ORIENTADOR:
Profª. Drª.
Lilian
Ferrari
LINHA DE PESQUISA:
Mecanismos funcionais do uso da Língua
RESUMO:Esta tese tem como objeto de estudo as construções
condicionais “se p, q”, proferidas em audiências públicas do
Tribunal de Justiça dos municípios de Niterói e São Gonçalo.
Parte-se da perspectiva cognitivista de que os processos de
significação na linguagem são uma construção mental estabelecida
pelos sujeitos no jogo da interação. Os domínios estáveis
(Modelos Cognitivos Idealizados 6 MCIs e Molduras Comunicativas)
e os domínios locais (Espaços Mentais) manifestam-se na
configuração da construção condicional como um todo. Nesse
quadro teórico, estudam-se as operações de emparelhamento
sintático, semântico e pragmático que contribuem para o
significado global das construções condicionais preditivas,
epistêmicas e pragmáticas (SWEETSER 1990), proferidas pelo juiz,
promotor, defensor, réu e testemunha. As construções
condicionais são altamente produtivas quanto ao papel
argumentativo desempenhado no
fluxo da organização interacional da audiência pública: (1) a
condicional preditiva [SE V. FUT. SUBJ., V. FUT. PERIF. {ir,
infinitivo}] mostra a desproporção entre delito e pena; (2) a
condicional preditiva [SE V. FUT. SUBJ., V. PRESENTE IND.
{backshif}] aponta para o efeito jurídico decorrente da
gravidade do fato julgado; (3) em relação às condicionais
epistêmicas, a proposição é estabelecida na apódose para acusar
o réu (promotor), para favorecer o réu (defensor), para amenizar
as acusações dirigidas (réu) e para explicar a relação entre
atitude e reação dos jurados (juiz), e (4) em relação às
condicionais pragmáticas, a não-assertividade do conteúdo
referente ao fato julgado relaciona-se muito mais à convicção de
quem a profere do que ao ato de fala explicitado em “q”.
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