Alea: Estudos Neolatinos. Registrada com ISSN: 1517-106X para versão impressa e 1807-0299 para versão online, é uma publicação quadrimestral, organizada pelo Programa de Pós-Graduação em Letras Neolatinas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, com auxílio do Programa de Apoio à Pós-Graduação da Capes e do Programa de Apoio às Publicações Científicas do CNPq. A publicação visa à divulgação de trabalhos de pesquisa originais provenientes das diversas áreas de produção de conhecimento relacionadas com a área de Letras e que se articulem com as Línguas e as Literaturas Neolatinas. Fundada em 1999, a revista teve frequência semestral até 2016, data em que passou a oferecer três números por ano e estabeleceu o sistema de submissão online. A revista trabalha com o sistema duplo-cego de revisão por pares, está avaliada pela CAPES com Qualis A1 nas versões impressa e online e aparece indexada em Scielo, Scopus, Thomson Reuters, Latindex e Redalyc.

Submissões online: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_serial&pid=1517-106X&lng=pt&nrm=iso 

 

Próximos Números:

 

Vol. 19/3 (set, out, nov, dez/2017)
Tema Livre
Prazo de recepção: 16/01/2017 a 15/05/2017

 

Vol. 20/1 (janeiro, fevereiro, março, abril/2018
Tema: Como viver juntos
Editores Convidados:
Paloma Vidal (Universidade Federal de São Paulo)
Mario Cámara (Universidade de Buenos Aires)
Prazo de recepção: 16/05/2017 a 15/09/2017

A partir da pergunta que animou um dos últimos cursos no Collège de France de Roland Barthes, o volume 20/1 da Alea se propõe como um percurso que indaga os modos como a literatura e a arte latino-americanas desenharam novas formas de vida. Essas novas formas, em algumas ocasiões, se construíram em diálogo com movimentos amplos, culturais, sociais e políticos, tais como o novo homem e a nova sociedade que a esquerda revolucionária projetou nos anos sessenta; ou as comunidades hippies surgidas a partir do flower power no início dos anos setenta; ou ainda as comunidades de expatriados gerados por ondas de deslocamentos que se seguiram a eventos traumáticos como as ditaduras, também nos anos setenta.

O campo de discussões nos quais se insere o volume tem como eixos os debates contemporâneos em torno de certas noções de comunidade, como as desenvolvidas por Maurice Blanchot, Jean-Luc Nancy, Giorgio Agamben, Roberto Esposito ou Judith Butler, e as reflexões provenientes das ciências políticas em torno da sociedade civil e do povo, tal como propõem Ernesto Laclau ou Jacques Rancière. O conjunto dessas contribuições problematiza o conceito de laço social a partir de diferentes perspectivas que consideramos produtivas para indagar os modos de vida na contemporaneidade, especialmente no momento atual, de profunda crise e acirrado debate.

A seleção e organização dos problemas se ordenam a partir de três possíveis eixos: 1. “Entre a revolta e a revolução”, com o foco proposto nos anos sessenta e setenta e numa produção literária e artística que se propunha a incidir no âmbito social, conscientizando e mobilizando o leitor ou espectador; ou, ainda, que, rejeitando esse tipo de objetivos, se apresentava como espaço de transgressão e revolta; 2. “Distanciamentos e desconstruções“, com o foco proposto em obras e reflexões que põem em questão os relatos teleológicos da arte engajada, desconstruindo possíveis traços autoritários subjacentes; 3. “Êxodos, exílios e imigrações”, cuja proposta é pensar os deslocamentos geográficos que produzem uma redefinição das categorias que tradicionalmente sustentaram o olhar político da literatura e da arte, como “nação”, “revolução” ou “povo”, marcando assim um limite desse olhar e igualmente uma expansão em direção a outros territórios.

Partindo dos eixos apresentados, privilegiam-se análises sobre obras entendidas como espaços que constroem figuras e relatos sobre “como viver juntos”. Entre os objetivos do dossiê estão a reflexão sobre os movimentos de inscrição e, alternativamente,  de desinscrição, dessas figuras e relatos na esfera da cultura; a compreensão da politicidade desses movimentos, em cada momento histórico; e o entendimentos das diferentes inflexões estéticas que essas obras representaram no âmbito da literatura e da arte, inclusive como questionamento dos limites genéricos e territoriais que tradicionalmente as definem.

 

Vol. 20/2 (maio, junho, julho, agosto/2018
Tema: O desencanto noir: percursos atuais da literatura neopolicial
Editores Convidados:
Emilio J. Gallardo-Saborido (Universidade de Sevilha)
Jesús Gómez-de-Tejada (Universidade de Sevilha)
Prazo de recepção: 16/09/2017 a 15/01/2018

A literatura neopolicial, que vem se desenvolvendo dos meados do século XX até os dias de hoje, revolve o lixo social, expondo as podridões nacionais, que competem em vergonhas e baixezas. A ordem lumpen (proletária e, sobretudo, oligárquica) se mostra como um obstáculo contínuo às forças da civilização ou, pelo menos, ao seu acomodamento. O desencanto do gênero noir é mais uma expressão dessas sombras de nosso presente. Neste volume, propomos examinar diversas geografias literárias para comprovar como o neopolicial se converteu num espaço diegético implacável nas letras das últimas décadas. Por isso, são bem-vindos trabalhos de perfil teórico, análises literárias de textos e autores concretos, estudos comparativos, estudos transmidiáticos etc. Genericamente, admitem-se aproximações diversas ao redor da narrativa neopolicial (romance, conto, novela gráfica, séries televisivas, cinema, teatro).

 

2408 visitas ao todo. 3 visitas hoje.