m ú s i c a

 

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EPIFANIA

Música: Eduardo Gatto
Texto: Adriano Alves

Raras vezes me pensei no papel
Vestido a rigor todo em branco e preto.
Na sisudez de paletó e de anel
Suavam dedos mãos o corpo inteiro
 
Quando me vi por fim vertido em livro,
Percebi que havia bem mais que espelho.
Todo ele ou eu estava repartido,
em sons em letras pretas de concerto 

Senhor de várias coisas minerais
mesmo não tendo da lira de Orfeu,
vislumbrei fatos imemoriais.
 
Triste como o riso que alguém deu
compreendi meu próprio desalinho
pra enfrentar o peso do moinho