m ú s i c a                        s u r d a O Grupo

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O Música Surda

 

“O amor dorme no peito do poeta” é um tocante poema de Frederico Garcia Lorca que se tornou canção.

“Mares Brancos de Palavras”, verso de Cecília Meireles do poema “Itinerário”, é título de recital.

“Música Surda”, um poema de Dante Milano, também encontrou a sua Musa.

Não somente Cecília Meireles, Dante Milano  e Lorca,

mas também Luis Vaz de Camões e Manuel Bandeira 

à jovens poetas como Adriano Alves, Diego Braga e Fabiano Hollanda.

Todos esses autores se encontram na música e na poesia,

na voz e nos violões do grupo carioca Música Surda”.

– Andréa Carvalho Stark, revista Scène 4, edição de fevereiro de 2007.

 

 

O “Música Surda” fundado em outubro de 2001, é essencialmente,

um grupo de criação poética e musical voltado para a elaboração

de canções brasileiras. Realiza musicalmente a poesia de autores consagrados

e de novos expoentes da poesia em língua portuguesa. Assim, o grupo contribui

para a ampliação do cancioneiro brasileiro,

uma vez que todas as canções são inéditas de autoria dos integrantes do grupo,

que também se encarrega da construção de texturas e paisagens sonoras

através da criação e concepção de arranjos

que buscam a renovação e o sentido poético do gênero canção.

 

O “Música Surda” é formado por Andréia Pedroso (voz),

Antonio Jardim (violão de 6 cordas), Artur Gouvêa (violão de 6 cordas)

e Eduardo Gatto (violão de 8 cordas).

 

Em seu repertório, canções inéditas criadas a partir de textos de grandes poetas:

Cecília Meirelles, Carlos Drummond de Andrade, Garcia Lorca,

Luís de Camões, Dante Milano, Fernando Pessoa,

e novos expoentes da poesia : Adriano Alves, Fabiano Hollanda, dentre outros.

 

O Música Surda constitui seu trabalho de criação

a partir da cuidadosa pesquisa poético-musical

de criação, de arranjo, de execução e interpretação de um ciclo de canções inéditas

tendo por sentido ampliar o universo de alcance da palavra poética,

superando as habituais distinções entre o popular e o erudito.

 

A escolha do nome Música Surda faz referência ao Poema homônimo de Dante Milano

e pretende afirmar um modo de presença na cultura brasileira, presença esta,

em que as atenções estão voltadas para a criação.

 

O material confeccionado pelo Música Surda é resultado

do projeto de pesquisa intitulado "Poética e Filosofia: uma re-união originária" 

orientado pelo Professor Doutor Antonio Jardim, através 

da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro. 

A pesquisa teve seu início em abril de 2000.

                                                                                                                                                             

O grupo “Música Surda” compõe o núcleo básico de criação e é integrado

por músicos de ótima execução e formação.

As realizações do Música Surda poderão contar

com participações especiais de outros artistas,

incluindo bailarinos, artistas plásticos e músicos.

 

Articulando teoria, poesia e música, o grupo tem participado de eventos

que são acompanhados também por palestras, lançamentos de livros,

encerramentos e aberturas de Seminários, Congressos nas áreas de Literatura,

Filosofia e Poética e ainda, promovendo também a realização

de oficinas e workshops de música e educação artística.

 

Deste modo, o grupo já se apresentou nas mais importantes instituições do Rio de Janeiro:

Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal Fluminense (UFF),

Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Fórum de Ciência e Cultura (UFRJ),

e em centros culturais como a Casa de Cultura Laura Alvim,

a Casa de Villa Maria (UENF), Centro Cultural Carioca,

nos teatros do Sesc (Rio de Janeiro), no Real Gabinete Português de Leitura,

dentre outros e em projetos como o “Música no Museu”,

O Música Surda foi apresentado também no Canadá, na cidade de Valleyfield,

como trilha sonora do monólogo “Teorema or the death of love”, de autoria de Andréa Carvalho Stark

em abril de 2006, por ocasião

do Festival Fêtes Theatrales du Suroît International Next Festival, XI º edition,

além de ter participado da 40ª. Festival da Inverno da UFMG, na cidade de Diamantina.

O Música Surda lançou seu primeiro Cd, em 2008, em uma edição especial, intitulada "O Livro das Canções"

com apoio da Faperj e do Conservatório Brasileiro de Música do Rio de Janeiro.

E estaá de partida para a turnet de Lançamento do Livro das Canções em Portugal,

que será realizada no mês de outubro de 2010.

 

Por considerar, pouca, a atenção que tem historicamente sido dada

pela música dita erudita à canção,

O Música Surda contribui para a ampliação do repertório de canto,

através da criação de um ciclo de canções de câmara,

dinamizando o referido gênero, através de formações instrumentais diversas, 

uma maior variedade no jogo timbrístico, melódico, harmônico e formal.

 

O Música Surda opta por trabalhar predominantemente

a poética de Adriano Alves, Andréia Pedroso, Carlos Drummond de Andrade,

Cecília Meireles, Dante Milano, Diego Braga, Fabiano Hollanda,

Fernando Pessoa, Garcia Lorca, dentre outros,

por entender seus textos como material de alta qualidade poética

e grande possibilidade musical, e principalmente por acreditar que as co-memorações

são a própria essência de qualquer manifestação artística. A arte é sempre co-memoração,

não apenas quando um autor, ou autora, se torna centenário

mas por entender como Friedrich Hölderlin,

grande poeta e pensador alemão, que:

 

"Tudo que permanece fundam-no os poetas".